Neoclássico

Arquitetura neoclássica
No fim do século XVIII e início do XIX, a Europa assistiu a um grande avanço tecnológico, resultado direto dos primeiros momentos da Revolução Industrial e da cultura iluminista. Foram descobertas novas possibilidades construtivas e estruturais, de forma que os antigos materiais (como a pedra e a madeira) passaram a ser substituídos gradativamente pelo betão (e mais tarde pelo betão armado) e pelo metal.
O estilo arquitetónico que, em linha com a tendência artística universal do neoclassicismo, resulta da recuperação da gramática formal da antiguidade clássica grega e romana. Na história da arquitetura, este estilo surge após os barroco tardio e rococó, no período em que a tradição da Grand Tour foi um marco na educação cultural entre as gerações de novos artistas e de toda a classe aristocrática e classe média alta.

Victor Louis, Grand Théâtre, Bordéus

James Wyatt, Panteão em Oxford Street, Londres.

Museu Britânico em Londres

Jakob Ignaz Hittorff, igreja de São Vincente de Paulo, Paris.


Arquitetura neoclássica em Portugal

Considera-se que em termos internacionais o Neoclassicismo surge entre 1750 e 1760, enquanto em Portugal começa a desenvolver-se durante a década de 1770, com a construção do Picadeiro Real (atual Museu Nacional dos Coches), em Lisboa, e Hospital de Santo António no Porto.

Hospital de Santo António, no Porto.

Entrada principal do Museu Nacional dos Coches em Lisboa

Palácio da Bolsa, no Porto.

Teatro Nacional de São Carlos.

Bom Jesus em Braga.

Rococó

Rococó

O termo rococó forma da palavra francesa rocaille, que significa "concha", associado a certas fórmulas decorativas e ornamentais como por exemplo a técnica de incrustação de conchas e pedaços de vidro, usados na decoração de grutas artificiais.
O Rococó nasceu em Paris em torno da década de 1770 como uma reação da aristocracia francesa contra o Barroco suntuoso, palaciano e solene praticado no período de Luís XIV. 
Rococó em Portugal
A sucessão de D. João V é assegurada pelo seu filho D. José. A abundância de recursos mantém a política de esplendor e ostentação, graças aos diamantes e metais preciosos do Brasil, permitindo uma arquitetura de luxo, bem como programas decorativos modernos, seguindo o gosto da época.

É uma arquitetura que segue a grande corrente internacional muito decorada, e, devido ao granito escuro em contraste com as paredes brancas, de perfil claramente português. A decoração é naturalista, baseada principalmente em concheados e folhas de acanto, mas também elementos arquitetónicos e escultura.
Pormenor Palácio Real de Queluz

Fonte e fachada Palácio Real de Queluz, 1747-1807

Biblioteca do Convento de Mafra, com chão em mármore, estantes em estilo rococó e uma coleção de mais de 40.000 livros com encadernações em couro gravadas a ouro

Interior Palácio Real de Queluz

Talha dourada no mosteiro de Tibães, referência do rococó Português, arquitecto André Soares, 1757-1760, Braga

Barroco

Arquitetura Barroca
arquitetura barroca é o estilo arquitetónico praticado durante o período barroco, que se inicia a partir do século XVII e decorre até a primeira metade do século XVIII. A palavra portuguesa "barroco" define uma pérola de formato irregular (Perola imperfeita).
O Barroco é libertação espacial, é libertação mental das regras dos tratadistas, das convenções, da geometria elementar. É libertação da simetria e da antítese entre espaço interior e exterior.

 A arquitetura barroca ocorreu em vários países católicos da Europa como Itália, Áustria, Espanha e Portugal. Países protestantes como a Inglaterra não apresentam a arquitetura barroca.

A capela des Invalides e a sua cúpula Paris,


Igreja de Sant'Agnese in Agone, Roma

Igreja de São Carlos nas Quatro Fontes, 1646

Arquitetura Barroca em Portugal
Em Portugal, a arquitetura barroca durou cerca de dois séculos (finais do século XVII e século XVIII). Surge em Portugal num período difícil ao nível político, económico e social, situação que se fez sentir igualmente na cultura e arte. É tempo do domínio filipino, tendo-se, também, perdido algumas colónias e ainda as guerras da Restauração. É tempo ainda da pressão exercida pela Inquisição. Contudo, este período conturbado altera-se com os reinados de D. João V e D. José, pois aumentam as importações de ouro e diamantes, num período denominado de Absolutismo Régio.
O Barroco português é considerado, por muitos, uma extensão do Maneirismo, cujos princípios estavam ligados ao Concílio de Trento, ou seja, maioritariamente religioso.

Convento de Mafra.

Solar de Mateus, Vila Real

Torre dos Clérigos, Porto.

Renascentista

Arquitetura Renascentista
Chama-se de Arquitetura do Renascimento ou Arquitetura Renascentista aquela que foi produzida durante o período do Renascimento europeu, ou seja, durante os séculos XIV, XV e XVI.
Caracteriza-se por ser um momento de rutura na História da Arquitetura em diversas esferas: nos meios de produção da arquitetura; na linguagem arquitetónica adotada e na sua teorização. Esta rutura, que se manifesta a partir do Renascimento, caracteriza-se por uma nova atitude dos arquitetos em relação à sua arte, passando a assumirem-se cada vez mais como profissionais independentes, portadores de um estilo pessoal. Inspiram-se, contudo, na sua interpretação da Antiguidade Clássica e em sua vertente arquitetónica, considerados como os modelos perfeitos das Artes e da própria vida.

É também um momento em que as artes manifestam um projeto de síntese e interdisciplinaridade em que as Belas Artes não são consideradas como elementos independentes, subordinando-se à arquitetura.
Cúpula da Florence Itália

Tempietto de Bramante, Roma

Típica arquitetura paladiana.

Villa Farnesina, Roma

A Queen's House (1616), em Londres é exemplar da difusão tardia da arquitetura renascentista nos demais países europeus.

O Renascimento em Portugal
Renascimento em Portugal refere-se à influência e evolução do Renascimento em Portugal, de meados do século XV a finais do século XVI. O movimento cultural que assinalou o final da Idade Média e o início da Idade Moderna foi marcado por transformações em muitas áreas da vida humana.
Portugal floresceu no final do século XV com as navegações para o oriente, auferindo lucros imensos que fizeram crescer a burguesia comercial e enriquecer a nobreza, permitindo luxos e o cultivar do espírito.
 O Manuelino mescla o gótico final com elementos da renascentistas. Distingue-se pela decoração luxuriante, com motivos naturalistas marinhos, cordas e uma rica variedade de animais e motivos vegetais. Remonta ao crescente gosto pelo exotismo, desde o início da expansão.
Claustro de D. João III, no Convento de Cristo em Tomar

Casa dos Bicos, Alfama, Lisboa

Manuelino

Estilo manuelino, por vezes também chamado de gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca ou arte mudéjar, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano. O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.
A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. A janela, tanto em edifícios religiosos como seculares, é um dos elementos arquitetónicos onde melhor se pode observar. Estes motivos aparecem em construções, pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria, de que a Custódia de Belém é um exemplo.

Os motivos mais frequentes da arquitetura manuelina são a esfera armilar e elementos naturalistas: Corais, Algas, Alcachofras, Pinhas, animais vários e elementos fantásticos: Sereias, gárgulas.
Mosteiro dos Jerónimos, em Belém

Janela do Convento de Cristo, Tomar

Torre de Belém, Lisboa

Mosteiro dos Jerónimos

Gótico

Arquitetura gótica
A arquitetura Gótica é um estilo arquitetónico que segundo pesquisas, é evolução da arquitetura românica e que precede a arquitetura renascentista. Durante o período gótico –  séc. XII a séc. XV  – o poder religioso procurava converter sua "importância" para as estruturas de igrejas, catedrais e abadias através da grandiosidade dimensional presente na arquitetura gótica.

As abóbadas, cada vez mais elevadas e maiores, não se apoiavam em muros e paredes compactas e sim sobre pilastras ou feixes de colunas. Uma série de suportes que eram constituídos por arcobotantes e contrafortes possuíam a função de equilibrar de modo externo o peso excessivo das abóbadas. Desta forma, imensas paredes espessas foram excluídas dos edifícios de género gótico e foram substituídas por vitrais e rosáceas que iluminavam o ambiente interno.
Desenho esquemático que representa as estruturas eclesiásticas de estilo gótico.

Catedral de Amiens

Catedral de Metz, França

Fachada Sul da Catedral de Notre-Dame de Chartes. A catedral foi uma das primeiras a serem construídas com estilo gótico durante o século XII na França e em todo o Continente Europeu.

Gótico em Portugal

O gótico em Portugal foi um movimento artístico que se centrou no desenvolvimento da arquitetura e artes plásticas, focada sobretudo nas construções religiosas. Apareceu no final do século XII e prolongou-se através do estilo Manuelino  (gótico tardio) até ao século XV.
Mosteiro da Batalha

Túmulo de D. Pedro

Claustro, transepto e torre do cruzeiro da Sé de Évora (séculos XIII e XIV).

Convento S. Francisco, Santarém

Românico

Românico
Arte românica é o nome dado ao estilo artístico vigente na Europa entre os séculos XI e XIII, durante o período da história da arte comumente conhecido como "românico". O estilo é visto principalmente nas igrejas católicas construídas após a expansão do cristianismo pela Europa e foi o primeiro depois da queda do Império Romano a apresentar características comuns em várias regiões. 
A arquitetura românica no geral, e também em Portugal, tinha a função de erguer castelos e fortificações e também igrejas.

Os templos cristãos eram pesados, com paredes muito grossas, poucas aberturas e iluminação. A planta era normalmente em cruz latina, com três naves, duas laterais mais pequenas, e uma central mais larga; eram separadas por arcadas ou grossas colunas de pedra. A cobertura era feita em abóbada berço ou de arestas. Anexados à igreja estavam o campanário  (torre sineira), o batistério e por vezes claustros fortificados, que para além de terem a sua função religiosa serviam de refúgio para os populares durante ataques à povoação.

Domus Municipal de Bragança

Catedral do Porto

Claustro da Sé Velha de Coimbra

Sé Velha de Coimbra

Sé de Braga
Igreja de Veade, Celorico de Basto
Castelo de Arnoia, Celorico de Basto
Igreja de Fervença, Celorico de Basto

Igreja do Salvador, Ribas, Celorico de Basto





Clássico - Grego

A arquitetura Grega tem no templo sua expressão maior e na coluna sua peculiaridade. A coluna marca a proporção e o estilo dos templos. 
Os materiais de construção mais utilizados eram o tijolo cru e a madeira, com alguma utilização da pedra no período arcaico  (600 e 500 a. c.) a arquitetura desenvolve-se a partir de influências da cultura micênica e outras culturas mediterrâneas. Um sistema de ordens definiu as proporções ideais para todos os componentes da arquitetura, de acordo com proporções matemáticas preestabelecidas. A ordem era baseada no diâmetro de uma coluna, com outros elementos derivando dessa medida. Podemos citar como importante fato na arquitetura grega, o aperfeiçoamento da ótica (perspetiva), que já começará a fazer parte do período clássico (500 a 300 a. c.).
A arte evoluiu em três períodos evidentemente definidos pelas suas características estéticas e tecnológicas: O período arcaico, período clássico e o período helenístico.




Partenon,  Atenas

Atenas Niké

Erecteion de Atenas

Pormenor Frontal do templo



Relevo da fachada meridional - Luta dos Centauros contra os Lápitas